O que é um arquivo EML?
Um e-mail salvo em disco — cabeçalhos, corpo e anexos em um único arquivo que qualquer programa consegue ler.
Veja dentro do seu próprio arquivo EML
Arraste o arquivo para o leitor e veja os cabeçalhos, a mensagem e os anexos separados e legíveis. Nada é enviado para servidor.
Abrir o leitorOu entenda primeiro o que é o formato.
A resposta curta
Um arquivo .eml é uma única mensagem de e-mail salva como
arquivo. A estrutura dele é definida pela RFC 5322, o padrão
da internet que descreve como é uma mensagem, com os anexos codificados segundo o
padrão MIME.
Ele é texto puro. Abra um em um editor de texto e você vai ver os cabeçalhos no topo, uma linha em branco e depois o corpo — embora o corpo normalmente venha codificado em Base64 ou quoted-printable, que é a razão pela qual parece lixo na tela.
A sigla não é uma marca nem uma invenção de alguma empresa: .eml vem
apenas de e-mail, e é a extensão que os clientes de e-mail convencionaram usar
para uma mensagem exportada. É por isso que um .eml gerado pelo
Thunderbird no Linux abre no Apple Mail sem conversão nenhuma.
O que tem dentro
- Cabeçalhos —
From,To,Subject,Datee dezenas de cabeçalhos técnicos que registram cada servidor por onde a mensagem passou. - Corpo — muitas vezes em duas versões: uma em texto puro e uma em HTML, para que qualquer programa consiga exibir alguma coisa.
- Anexos — codificados como texto e separados por marcadores de fronteira, que é a razão pela qual um anexo de 1 MB produz um arquivo de cerca de 1,4 MB.
- Resultados de autenticação — os veredictos de SPF, DKIM e DMARC anotados pelo servidor que aceitou a mensagem.
Esse último item é o que torna um .eml mais interessante do que a mesma
mensagem vista na caixa de entrada: a camada que o cliente de e-mail esconde fica
visível. Nós mostramos os quatro blocos — e os cabeçalhos técnicos, incluindo esses
resultados, são parte da leitura gratuita.
De onde vêm esses arquivos
Eles aparecem sempre que uma mensagem sai da caixa postal. Arrastando um e-mail do
Thunderbird ou do Apple Mail para a área de trabalho. Baixando uma mensagem do Gmail
pelo menu de três pontos, na opção Baixar mensagem. Exportando correspondência
a pedido de um advogado ou de uma auditoria. Ou — o caso mais comum de todos —
recebendo um .eml como anexo, porque alguém encaminhou
uma mensagem como arquivo em vez de encaminhar no corpo.
Esse último cenário é como a maioria das pessoas conhece o formato: não por escolha, e sem nenhum programa à mão para abrir.
Há também quem salve .eml de propósito, e com bom motivo. Um e-mail
exportado como arquivo é o único jeito de guardar uma mensagem com os
cabeçalhos e os resultados de autenticação — tudo o que prova por onde ela passou. Uma
captura de tela mostra o que estava escrito; um .eml mostra que a
mensagem realmente chegou daquele remetente, naquela data, por aqueles servidores. Por
isso é o formato que advogados, auditores e equipes de segurança pedem quando um
e-mail precisa valer como registro.
EML, MSG e MBOX: três coisas diferentes
- .eml — uma mensagem, padrão aberto, legível por praticamente qualquer coisa.
- .msg — uma mensagem, formato binário próprio da Microsoft, produzido pelo Outlook. É um contêiner OLE2, não texto.
- .mbox — uma caixa postal inteira: muitas mensagens concatenadas em um arquivo grande. É o que o Google Takeout entrega quando você exporta o Gmail.
O tamanho costuma resolver a dúvida na hora: se o arquivo tem alguns quilobytes, é uma mensagem só; se tem centenas de megabytes, é uma caixa postal.
Vale dizer com clareza o que este leitor faz e o que não faz: ele lê .eml e .msg, reconhecendo-os pela assinatura interna do arquivo e não pela extensão. Arquivos .mbox não são suportados — para uma caixa postal inteira você precisa de um programa de e-mail que a importe, como o Thunderbird.