Como abrir um arquivo MSG
O formato próprio do Outlook, lido sem o Outlook — com uma limitação que é melhor você conhecer antes.
Abra seu arquivo MSG agora
Arraste o arquivo .msg para o leitor e veja remetente, destinatários, assunto, data, corpo em texto e a lista de anexos. Nada é enviado para servidor.
Abrir o leitor de MSGLeia abaixo o que é reproduzido e o que não é.
O que é um arquivo .msg
Um arquivo .msg é uma mensagem de e-mail salva no formato próprio do
Microsoft Outlook. Por dentro ele não é texto: é um contêiner OLE2
(também chamado de Compound File Binary), uma espécie de sistema de arquivos em
miniatura, com fluxos separados para o remetente, o assunto, o corpo, as propriedades
internas do Outlook e cada anexo.
É por isso que ele não se comporta como um .eml. O .eml segue
a RFC 5322, um padrão aberto que qualquer programa implementa; o
.msg segue a estrutura interna de um produto específico. São dois formatos
diferentes de verdade, e renomear um para o outro não funciona: você
só obtém um arquivo que nenhum programa abre.
Na prática, .msg aparece quando alguém arrasta uma mensagem do Outlook
para a área de trabalho, ou usa Salvar como no Outlook do Windows. Quem
recebe esse arquivo e não usa Outlook fica travado — é quase sempre assim que as
pessoas chegam até aqui.
Abrindo no navegador
- Salve o arquivo
.msgem uma pasta que você encontre depois. - Abra o leitor e arraste o arquivo, ou clique para escolhê-lo.
- Remetente, destinatários, assunto, data, corpo da mensagem e lista de anexos com nome e tamanho aparecem na tela.
O arquivo é reconhecido pela assinatura interna, não pela extensão.
Isso resolve um caso irritante e comum: anexos que chegam renomeados pelo servidor de
e-mail, ou sem extensão nenhuma, continuam sendo identificados corretamente como
.msg ou .eml.
Nada é enviado
A leitura acontece dentro do seu navegador. Não há upload, não há cópia em servidor e não há conta. Confira você mesmo pelo painel Rede das ferramentas do desenvolvedor: enquanto você lê, nenhuma requisição sai levando o conteúdo.
A limitação que precisa ser dita
O Outlook guarda o corpo formatado da mensagem dentro de um bloco de RTF comprimido — um formato proprietário da Microsoft, comprimido com um algoritmo próprio. Nós não descomprimimos esse bloco.
O que isso significa concretamente: de um .msg você recebe o
corpo em texto, com os cabeçalhos corretos, os destinatários corretos
e a lista de anexos correta, mas sem a formatação visual original —
sem cores, sem tabelas, sem a assinatura desenhada no rodapé, sem as imagens embutidas
no corpo.
Para a maioria dos usos isso é exatamente suficiente: ler o que foi escrito, saber quem escreveu e quando, recuperar os anexos, arquivar a mensagem em PDF. Se o que você precisa é o visual exato da mensagem — porque a diagramação em si está em discussão — então não há atalho: é preciso abrir o arquivo no Outlook e imprimir de lá.
Preferimos dizer isso aqui do que deixar você descobrir depois de arrastar o arquivo.
E o winmail.dat, é a mesma coisa?
Não, e vale não confundir. O winmail.dat é um anexo que aparece quando um
Outlook configurado em modo RTF envia mensagens para fora do mundo Microsoft: a
formatação e os anexos reais são empacotados dentro dele no formato
TNEF. Quem recebe vê um único anexo chamado
winmail.dat no lugar dos documentos que esperava.
Nós não extraímos o conteúdo do winmail.dat. Se o seu arquivo é um
winmail.dat, este leitor não vai recuperar os anexos de dentro dele — a
saída honesta é pedir a quem enviou que reenvie a mensagem em formato HTML ou texto, ou
que mande os anexos em uma mensagem nova. Essa, aliás, é a solução mais rápida também
para quem tenta ferramentas de extração: o problema está na configuração do remetente.
O que nós abrimos é a mensagem em si: .eml e .msg.